sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sonhar para o outro


Hoje todos os olhares estão para o casamento real, e dizem as colunas de fofocas que a mãe de Kate a fez mudar de universidade para que  pudesse estudar com o príncipe Willians.

Fiquei divagando sobre isso, não estou interessada se o fato é verdade, mas me fez pensar em como sonhamos para o outro.

Sonho que meus pais tenham mais cuidado com a saúde, parem de fumar e pratiquem atividades físicas, afinal depois que se estuda gerontologia cresce a preocupação com a velhice, confesso.

Sonho que minha amiga faça uma dieta, já preocupada com um quadro de pressão arterial alta instalada aos 35 anos.

Sonho que meus irmãos façam um planejamento de vida, e se preocupem em estruturar suas carreiras profissionais.

Sonho que minha ex-estagiária, que gosto tanto, tenha sabedoria para escolher seu novo trabalho e tenha muito sucesso.

Sonho que um amigo que adoro tenha coragem para mudar sua vida, livre-se de um casamento destrutivo e reconstrua sua vida ao lado de uma mulher que realmente o ame.

Sonho que meu chefe tenha coragem de posicionar-se, e resolva um monte de injustiças que temos na empresa.

E nem vou citar a lista de pelo menos 999 coisas que sonho para a vida de meu filho, então se a mãe da Kate premeditou tudo, quem sou eu para criticá-la?

A gente sonha sim um monte de coisas para a vida do outro, e tudo bem também, porque muitos sonham para a nossa vida, afinal ninguém vive só!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sabor amargo da culpa

Eu queria por um dia apenas não sentir culpa,

Culpa por ter comprado de uma só vez cinco vestidos, por puro consumismo, porque não estava precisando de nenhum,

Culpa por comer uma fatia imensa de bolo de chocolate com cenoura, imediatamente após o almoço e completamente sem fome,

Culpa por trair meu amor, porque mesmo gostando muito dele, não agüentei dizer não àquele cara que estava me paquerando,

Culpa por não gostar de algumas pessoas, mesmo sabendo que elas fazem parte da minha familia

Culpa por desejar o mal a muitas pessoas, num momento de contrariedade,

O sentimento de culpa faz toda diferença na história da raça humana, a maioria de nós repensa suas atitudes ou freia impulsos por medo da culpa.

Experimentar o prazer geralmente trás culpa, sentimento amargo que incomoda, sentimento dúbio eu queria mas não deveria...

Em contrapartida foi por meio da culpa que nos organizamos naquilo que hoje chamamos de sociedade, mesmo que dessa forma tão capenga.

Aqueles que não sofrem pela culpa, que fazem exatamente tudo que desejam são denominados loucos.

O preço da sanidade é alto, temos prazer, temos culpa e vivemos assim, dias bons e dias ruins!

E você sentiu culpa hoje? Se sim que bom, você é "normal" e "humano".

terça-feira, 26 de abril de 2011

Alegrias de mulher

Tem muitas coisas que fazem à alegria na vida de nós mulheres, como pintar a unha com aquele esmalte e achar que ficou lindo, colocar aquele shortinho e não ver celulite, subir na balança e os números serem aqueles que estavam na meta, passear no shopping e achar aquela roupa com 50% de desconto , sair na balada e ser paquerada podendo escolher ficar com aquele cara lindo, as pessoas dizerem que você parece bem mais nova. Ah! Como essas coisas fazem diferença, pelo menos naquele instante, ou naquele dia.

Existem  outras coisas que nos dão aquela alegria por um longo tempo, estar apaixonada por um homem que parece maravilhoso e ser correspondida,trabalhar naquela profissão escolhida com o coração e ainda ganhar bem, sentir-se querida pelos amigos e gostar de si mesma.

Ah! Como é bom ser mulher e ter todas essas possibilidade de alegria, desde as mais simples até as mais complicadas. Poder colocar a culpa da infelicidade na TPM , em alguns momentos se beneficiar dos xingamentos de doida ou bipolar, e chorar quando é necessário, claro!
Bem que o mundo poderia ser lilás.
E você já pensou nas suas alegrias de hoje?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O prazer da solidão

Hoje sofremos com altíssima pressão social, e ao mesmo tempo exercemos pressão nos outros também, para existir em nossa cultura é necessário ser bem sucedido, ganhar bastante dinheiro e possuir bom carro, nem que para isso tenha conta negativa ou imensos carnês. Imprescindível também morar em bairro chique, mesmo pagando aluguel em verdadeiros porões. Além de possuir curso superior, mesmo que não sirva para nada.

E o mundo em nossa cultura parece ter sido feito para viver a dois, é obrigatório estar em um relacionamento, mesmo que seja de infinitas brigas, que um deseje ter gato e outro cachorro, e ser feliz torna-se apenas um detalhe... Quando alguém declara estar só, parece ser motivo de pena, de pobreza.

As pessoas na sua maioria desejam descontroladamente ter um par, e poder gritar isto aos quatros ventos, pois só assim parece ser “normal” e “feliz”.

No mundo de hoje a solidão parece ser sinônimo de depressão, triste e contorcido demais esta associação.

Solidão para mim é ter a oportunidade de fazer coisas de maneira individual, e agüentar ficar consigo mesmo, até por uma questão de escolha e não falta de opção.Tem coisa melhor do que ir ao shopping ou livraria sozinha? Ficar exclusivamente refém de seus desejos?Acordar cedo, tomar um belo café da manhã e ler o jornal, sem a obrigação de ficar conversando com alguém, para parecer que está se relacionando.

Estar ao lado de alguém quando realmente deseja aquilo, sem necessariamente aquela obrigação de realizar um programa junto, porque é sábado à noite.

Viver a solidão é um grande prazer, desde que você viva feliz com a pessoa que é, e se encontrar alguém que valha a pena, pode viver a dois também, mas sem se perder em tudo isso...

O mundo seria muito diferente se cada um sustentasse uma vida mais verdadeira, sem precisar ficar provando nada aos outros.

sábado, 23 de abril de 2011

Paixão

Paixão é algo que não proporciona espaço para pensar, apenas para vive - lá.
Aquele sentimento que chega sem pedir licença e sem avisar, não dá tempo para analisar, nem tomar decisões, porque antes de qualquer coisa ela toma conta de você.
Se existe espaço para medo, não é paixão, porque ela vem mesmo para arrebentar e a gente não consegue ocupar a cabeça com mais nada!
A paixão nos conecta 24 horas com alguém, estar ao lado da pessoa que nos apaixonou ocupa a mente, mas estar longe também.
Estar apaixonado, significa estar obcecado por alguém, viver mergulhado naquele desejo louco de possuir.
O lado difícil da paixão é que não tem lado, sinto ser um sentimento completamente individual porque o outro não precisa corresponder, ele só precisa ficar no lugar de objeto, existir basta.
Por isso é tão fácil estar apaixonado, paixão é volúvel.
Quero permanecer volúvel por toda a minha vida, e estar apaixonada sempre porque realmente é uma delicia!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Perdições de cada um

Cada mulher tem um tipo de homem que sempre atrai mais, seja oriental, moreno, negro ou loiro. Assim como característica que são mais importantes, como dinheiro ou poder.
Eu tenho uma perdição e preciso confessar, fico enlouquecida diante da beleza, principalmente dos loiros. Depois de muito pensar sobre tal fenômeno, conclui uma teoria para minha atração, homens loiros se parecem com anjos,e não me amedrontam, agora se possuem lábios doces e mãos quentes, pronto daí a perdição se completa, me apaixono de verdade!
Homens de barba dourada, cabelo cor de palha e olhos verdes, são sempre meigos, e ao mesmo tempo terrivelmente envolventes, daí enxergo neles as duas facetas, sendo do bem como um Deus e do mal como verdadeiro demônio, e tem coisa mais sedutora?
E pior de tudo sempre me envolvo perdidamente com eles, amo a beleza e enlouqueço com ela, porque estar ao lado de um homem lindo, é muito bom, olhar para o belo encanta, mas também pira qualquer mulher ciumenta.
Com isso vem todo aquele famoso conflito, aquilo que você mais quer, no fundo também não quer.
Como é difícil viver e perceber-se imensamente encantada!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O doce pecado da inveja

Se existe uma coisa que não me culpo é de sentir inveja.
Sinto uma inveja imensa das mulheres que são naturalmente magras, porque nascer magra é uma benção, tornar-se magra usando o dinheiro isso hoje é fácil, afinal de contas existem clinicas de cirurgia plástica que fazem verdadeiros financiamentos.
Minha inveja também se dá de mulheres mais contidas, conheci uma garota, que não pirava andando no shopping, dizia que se não precisava comprar algo, não comprava, ela mostrava uma enorme segurança nisto. Eu tenho consciência de que 90% do que tenho é completamente dispensável, invejo a moderação.
Invejo aquela mulher básica, sim porque eu sou consumista, se vejo algo que adoro de paixão, sinto até taquicardia, chego a sonhar com uma bela bolsa de couro ou um vestido. Invejo as mulheres que não sofrem com isso e nem folheiam revista de moda, aquelas que não buscam uma estética em que tudo tem que combinar com tudo, afinal isso não tem fim.
Outra coisa que invejo tremendamente, mulheres bem humoradas, aquelas que se divertem com qualquer piada e sorriem de suas próprias trapalhadas, sim porque eu sou mal humorada, ou melhor de riso mais difícil.
E tem também aquelas mulheres de personalidade discreta e humilde, porque eu adoro chamar atenção, eita lado de leonino que odeio, acho que é a única coisa de astrologia na qual acredito, sou exibida demais.
E invejo quem chega num parque de diversão e brinca em tudo, se arrisca verdadeiramente, sim porque eu morro de medo de morrer e detesto este tipo de programa.
Eu sim, invejo muitas pessoas, e não vejo nenhum problema nisso, porque em algum lugar deste mundo alguém me inveja também, alias esta sede de querer sempre mais, faz parte da nossa condição de ser gente!
E você inveja o que? Pode lançar seu comentário... afinal aqui pecar é doce!

Homens

Confesso que tem muitas coisas nos homens que me aborrecem profundamente, poderia escrever páginas e páginas sobre isto, mas prefiro citar algumas coisas que aprendi com os homens...
Um dia eu quis pintar uma sala de amarelo, um homem me disse que a cor era muito forte, insisti na escolha, depois das 4 paredes pintadas, chorei. Parecia que estava no útero do Piu Piu, precisei deste mesmo homem para pintar novamente e desta vez tudo de branco,
Depois achei que combinaria rejuntar os azulejos com bege, um homem me disse que com o tempo ficaria encardido, insisti e hoje está marrom, me arrependo todas as vezes que preciso fazer faxina,
Certa vez cismei em comprar um móvel sem medir, um homem me disse que não caberia, o tal objeto ficou entalado no corredor, tive pedir ajuda ao mesmo homem para realizar uma troca
Inúmeras vezes um homem me disse que estava exagerando, que não precisava de tamanho ódio diante de um quilo a mais, hoje sei que ele estava certo, é preciso deixar para surtar quando a balança disser que são 3 quilos a mais,
Na adolescência um homem me disse que não era necessário ter pressa, para me vestir como uma mulher mais velha, porque quando a idade eu tivesse, pagaria para voltar a ser adolescente, hoje sei que ele estava coberto de razão, e confesso às vezes quero usar moda teen.
Existiu também um homem, que me dizia que minhas contas eram redondas, porque quando eu queria algo, calculava e sempre achava que o dinheiro dava, cada vez que minhas finanças ficam no vermelho, me lembro deste homem.
Lidar com os homens não é fácil, a racionalidade e o minimalismo com os problemas realmente irritam, mas assumo que muitas vezes eles estão cobertos de razão.
Agradeço profundamente a todos esses homens que citei, avô, pai, amigos e ex’s, além dos corajosos e pacientes homens que tem lido este blog.

Eu queria só mais uma chance

Eu precisava ter chegado apenas alguns minutos antes do ônibus passar,

Eu precisava que tivesse só mais uma vez a oferta daquela bolsa dos meus sonhos,

Eu precisava ter tido mais coragem e comido aquele cheescake,

Eu precisava de mais uma oportunidade de estudar antes para fazer aquela prova,

Eu precisava ter convivido mais com aquela pessoa que amava tanto, antes dela morrer,

Eu precisava de mais uma chance de dizer para aquele homem o quanto eu lhe queria, antes dele partir,

Eu precisava ter tido mais filhos antes de envelhecer,

A vida não nos dá uma segunda chance nunca.

Viver é saber que jamais teremos o mesmo instante novamente, e isso causa uma terrível dor.

Muitas coisas acabam, amargamos estes términos, por toda a nossa estória, vamos carregando-os em nossos sonhos e em nossa realidade.

É sofrido demais deparar-se com o finito, tanto da nossa própria vida como das coisas que nos rodeiam. E em praticamente tudo não existe como retroceder ou reparar.

O TEMPO DE CADA UM

O tempo é uma coisa enigmática mesmo, passa e a gente não se dá conta, nossos sentimentos são atemporais, algumas coisas distantes do tempo do ponto de vista cronológico ecoam dentro de nós como recentes, e o contrário também existe, coisas ocorridas recentemente em termos de data, são sentidas como tão distantes.

E tem ainda um tipo de tempo mais complicado, o tempo que cada um precisa internamente, isto é igualmente individual.

Pessoas perdoam rápido, outras demoram e outras tantas nem perdoam.

Pessoas se apaixonam rápido, outras nem tanto, cada um tem seu tempo de confiar e se entregar.

E assim cada um vai levando a sua vida, e nada de errado nisto.

Os conflitos acontecem quando uma pessoa tenta impor seu ritmo de tempo a outra, ou espera que haja uma sintonia temporal, o que duvido que seja possível.

E é imensamente difícil respeitar o tempo alheio, porque para isso é necessário muitas vezes esperar ou acelerar, e cada um de nós no fundo quer reger o tempo de tudo, como imagem e semelhança do nosso próprio tempo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Não basta

Tomar consciência das coisas trás um grande sofrimento.

Saudade do tempo em que eu não me preocupava com as coisas, tudo bem acordar e comer pão Francês com leite condensado, porque achava que aquilo não me faria engordar, e além do mais tal preocupação nem me passava pela cabeça.

Saudade do tempo em que usava jaqueta jeans em tom de preto e calça jeans em tom de azul, e tudo bem, por nem saber o que as pessoas estariam falando em revistas de moda.

Saudade ainda das inúmeras vezes que não me dava ao trabalho de agradar pessoas de outras tribos, porque só interessava a minha, então não precisava ser simpática, e não me preocupava com isso também.

Depois de certo tempo, a gente começa a ter aquele sentimento de que nada basta, nunca estamos bonitas o suficiente, não lemos o número de livros que deveríamos, e não fomos capazes de manter vínculos com as pessoas que amamos.

Começa a dar uma tristeza, ver que erramos o tempo todo em quase tudo.

Não falamos às coisas que eram importantes para o outro, não fomos capazes de nos desvincular de nossos traumas, e também não pudemos amar e nem ser amada.

Já não somos tão jovens, e este sentimento de que não bastamos tende a crescer, acompanhado de mil exigências, do aspecto cultural, intelectual e pessoal, que fazemos a nós mesmos.

Daí tudo parece ruim, neste momento as paredes daquilo que parece segurança começam a ruir e ficamos a um passo do adoecimento.

Sinceridade simplifica a vida

A vida poderia ser mais amena, o sofrimento poderia ser menor, se as pessoas fizessem compromisso com a sinceridade.

Sinceridade significa dar voz exatamente ao que sente e pensa, parece ser tão simples quando escrevo isso aqui, mas na prática é tão difícil...

Desde cedo aprendemos tantas artimanhas, e quando se fala em relacionamento amoroso temos os tais joguinhos, do tipo não posso falar a verdade, porque senão o outro vai pensar isto ou aquilo.

Não amo, mas vou dizer que amo para “não magoar”, não quero continuar nesta relação, mas vou dizer que estou num momento de focar no meu trabalho. Ah! Quantas vezes nós mulheres já escutamos essa...

No fundo talvez a maioria das pessoas não tenham se dado conta de que mais cedo, ou mais tarde o outro descobre todas essas trapaças, e dói, a mágoa que fica é muito maior.

Pior de tudo é que uma vez enganado, parece natural enganar também. Em situações banais do cotidiano as pessoas enganam, e isso parece se constituir num hábito, sendo usado até nas situações mais sérias.

Se por um instante, cada um de nós refletisse sobre o quanto não somos sinceros, e a partir disso começarmos a praticar a sinceridade, a vida poderá tornar-se muito melhor, porque ser enganado dói e enganar em algum momento também dói.

Parece piegas da minha parte, mas ainda acredito que podemos nos tornar pessoas melhores!

sábado, 16 de abril de 2011

A princesa do poder


Sinto uma certa mágoa, de existirem inúmeros super heróis interessantes para o imaginário dos meninos, e quase nada para as meninas.

Quando eu era criança, a única heroína era a Mulher Maravilha, que sempre achei chata demais e em papeis completamente secundários.

Até que surgiu a SHE-RA. Ah! Essa sim, linda, cheia de coragem e completa porque tinha um cavalo alado, chamado Ventania e uma espada, era uma heroína verdadeiramente fascinante.

Como era bom assistir seu desenho, e me imaginar princesa do poder. Claro que a personagem casava direitinho com a minha personalidade, sempre narcísica.

Minha inspiração era uma princesa que virava heroína e tinha um reino inteiro para si.

Depois cresci mais um pouco, e a SHE-RA acabou, de novo o vazio de não ter heroína.

Enquanto para os meninos, a fonte de inspiração nunca cessou, começou com Super Homem, Homem Aranha, Batman e por ai foi até hoje o Ben 10.

Não pretendo aqui tecer analises psicológica, mas quando se trata de inspiração para as meninas, inevitável não remeter aos contos de fadas. Nestes sim, os homens têm papel secundário, como de príncipes ou servos, as mulheres têm importância mas de como princesas ou bruxas.

E essas coisas me incomodam muito, porque as meninas se fixam nos contos de fadas, e passam a vida esperando um príncipe salvador. Ao invés de se tornarem heroínas que lutam pelos seus desejos,s enfrentam seus medos e tornam-se donas de suas vidas.

Daí hoje adulta, ficamos esperando o tal príncipe, e com isso a tal felicidade torna-se inalcançável.

Por isso queridos (as) inventores (as) construam mais heroínas, só que precisam ser verdadeiramente interessantes,  porque mulheres também gostam de fortes emoções e são inteligentes!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Memórias

Sinto saudades de muitas coisas, pessoas e momentos. O inconsciente é atemporal e para a nossa felicidade, as lembranças também.

Lembro de alguém muito especial, que batia no liquidificador leite, açúcar e Nescau, e como era bom beber aquilo... Quando me separei dele, fiz inúmeras tentativas de misturar os 3 ingredientes, mas nunca consegui alcançar o mesmo sabor, pois apenas ele possuía a alquimia do achocolatado gelado.

Hoje mesmo após mais de uma década, sinto saudades daquele gosto e acho que não esquecerei jamais.

Puxo em minha memória lembranças de momentos, lugares e principalmente amores.

Sinto falta daquele jeito de amar, aos 17 anos tudo parece tão mais fácil, você acredita que as relações são eternas.

Amar sem distinguir EUOUTRO e isto não é um problema, não gera culpa sentir-se completamente dono do outro. É tão fácil chamar o outro de amor, dizer você é meu! Eu não me cansava de repetir essas coisas.

Mas o amor da adolescência não sobrevive à maturidade, é preciso desgrudar-se para crescer, e foi assim que a separação se deu.

A saudade também parece uma coisa do espírito, sem nenhuma conotação de religião aqui, mas no sentido de falar de algo que não é mais do corpo, porque a pessoa não está junto, mas a presença dela faz uma falta eterna, talvez seja por isso que até hoje não acho a menor graça em tomar leite com Nescau, porque nenhum outro aguça meu paladar como aquele e nem satisfaz meu desejo...

Como é bom ter memória...

Ser feminina...

Gente é muito ruim sentir fome.

Você chega em casa exausta, depois de um dia pesado de trabalho e come salada, fantasiando que pudesse ser uma boa macarronada, mas não tem coragem suficiente de fazer isso consigo mesma.

Sinto ódio quando escuto aqueles chavões masculinos, de que mulher não precisa fazer dieta, o que realmente importa é seu jeito, seu interior. Tremenda demagogia isso!

É duro estar gorda, é sofrido colocar uma roupa e não servir, é deprimente entrar numa loja a vendedora olhar para você e dizer não temos o seu tamanho! Ou alguém achar que você tem 5 anos a mais!

Quando o homem diz que não importa a beleza, penso que a mentira tem a mesma a proporção da mulher que declara que pênis é secundário, entre quatro paredes no sexo entre heteros, as duas afirmações são completamente falsas!

É claro que o peso que a mulher dá para o pênis masculino varia, assim como o peso que o homem dá para a beleza, mas daí dizer que não importa tem uma longa distância.

Fazer dieta é sofrido, passar um monte de cremes dá trabalho, pagar massagem e frequentar cabeleireiro fica caro!

Porém essas coisas são o preço de ser feminina, e estar nesta competição acirrada por um homem, que hoje em dia tem  sido desonesta, uma vez que existem  mais mulheres do que homens no mundo, como mostram  as estatísticas.

Quando  penso nisso, até me revolto, porque ser  masculino e ter pênis é tão mais simples, do que ser magra, ter cabelo bonito e pele tratada.

Por isso mulheres, precisamos sempre trabalhar muito, muito mais, para ter um lugar na vida e no coração dos homens, uma vez que se você estiver feia ele não chegará até você, e se ele não tiver pênis você só descobrirá isso depois em situação intima.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mudanças

Como é dificil desocupar gavetas e armários, como é ruim ser obrigado a mudar o caminho, na maioria das vezes por interferências da CET ou algum acidente com motoqueiro, daqueles que acontecem sempre e a gente se aborrece...

A dimensão de mudanças naquilo que amamos, é imensamente mais sofrida.

Eu poderia passar a noite escrevendo sobre mudanças, entretanto o cerne da questão é simples de entender, as coisas não são mais do jeito que eram antes, nem do jeito que eu gostaria que fossem, e isto por si só já é um sofrimento bem grande.

Aquele amigo que a gente conversava diariamente mudou de cidade, a época de faculdade acabou, aquele familiar que falavamos ao telefone todos os dias teve sua rotina modificada, e as ligações se tornaram esporádicas.

Aquela pessoa que ocupava um lugar tão especial decidiu partir.

Como é duro aguentar as mudanças, nós mesmos mudamos mas sofremos com isso também. Aquele prato que era o preferido enjoou, aquela cor que adoravamos hoje causa repulsa, o estilo de roupas usado na década passada hoje é motivo de vergonha, diante das fotos.

Se as mudanças que ocorrem dentro de nós são inevitáveis, porque é tão dificil aguentar as mudanças que o mundo me obrigada engolir?

Parece engraçado dizer, mas resistimos até diante de mudanças beneficas, a doença quando curada gera desconforto, como é viver o novo? Como é estar curado?

O amor que nos fazia mal partiu e mesmo assim a gente sente falta, e sofre com essa mudança...

Vida complicada esta nossa!

Meu maior valor: a verdade

Num recorte da minha sessão terapêutica, falavamos sobre a herança passada aos filhos, sobre os valores. E naquele instante, eu disse que só queria ensinar meu filho a dizer a verdade, e se conseguisse isso, já morreria realizada!

Hoje vivemos numa sociedade onde precisa ser um profissional polido, uma pessoa politica e alguém que na maioria das vezes diz o que o outro quer ouvir, isto é muito triste.

Dizer a verdade deveria ser o principio de existência, e não vou percorrer teorias filosóficas, porque verdadeiramente não tenho essa competência.

Quando falo em dizer a verdade, me refiro a dizer a sua própria verdade, não significa ter resposta pra tudo, e sim declarar o que sente e o que pensa.

A verdade tem sido uma prática que tem se perdido em nossa cultura, as pessoas dizem que amam sem amar, e quando param de amar também não dizem.

Passam o dia inteiro em relações que não suportam e não dizem isso para si mesmo, trabalham em atividades que violentam e também ficam caladas.

Não quero ser puritana e não digo sempre a verdade, mas faço a todo instante o exercicio de enxergar como de verdade as coisas acontecem dentro de mim.

Para viver a verdade, é preciso deixar de lado muitas convenções, talvez a terapia seja em muitos momentos este espaço de verdade, porque as coisas brotam de dentro e podem sair.

Escrever num blog, não é fácil, porque de verdade não domino a língua portuguesa escrita, mas sinceramente tenho me exercitado na questão da exigência e estou aqui. De verdade tentando dividir meus maiores segredos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Bandaid

Num ato distraído percebi um bandaid no braço, e numa atitude impulsiva puxei.

Aí que dor! Dói puxar algo da pele, gera desconforto.

Imediatamente comecei a pensar na dor, ou melhor nas dores que experimentamos em nossa existência.

Dor fisíca, me lembrei de algo que a maioria das mulheres já experimentaram: a depilação com cera! Como dói depilar-se...

No entanto, uma coisa é certa, a dor fisíca passa, o desconforto pode ser grande mas com o tempo, e alguns medicamentos, diminui e se vai.

Agora e a dor que não acaba?

Esta chamarei de dores da alma.

Uma vez uma pessoa me questionou, sobre quando iria deixar de doer a morte da mãe. Eu com muita humildade e respeito respondi que nunca.

Sinto que a maioria das dores da alma não melhoram, a gente simplesmente aprende a conviver com elas.

A morte, a separação, a traição e tantas outras...Ah! Como tudo isso dói!

Não existem remédios para curar as dores da alma, simplesmente habitam dentro de nós, e tornam-se companhia por toda a nossa existência...

O inicio

Este blog surgiu para falar de coisas do cotidiano. Inevitável tratar de assuntos femininos, afinal sou mulher e  penso como tal. Mas não isenta o interesse dos homens, pois não creio em distinção, nem competição entre os sexos.

Existe uma forma de pensar que é singular, pode ser masculina ou feminina, tanto faz.

Na verdade, as coisas hoje em dia já são tão dissociadas, o bonito do feio, o gordo do magro, o fedido do perfumado, o blog não quer tratar tudo como antônimo, pretende descobrir sinônimos.

Busco falar primordialmente de sentimentos, uma vez escutei que sentimento não se submete a julgamento, isto dá espaço para pensar, e não a critica simplesmente como uma forma de prazer.

Não pretendo gerar debates, pautados em certo ou errado, ambiciono escrever com transparência sobre como sinto vários assuntos.

O blog pretende tratar humildemente de amor, dor, maternidade, solidão, relacionamentos e outras questões que possam surgir.

Pretendo usar linguagem simples, para falar de dramas humanos.

Sejam bem vindos!