terça-feira, 31 de maio de 2011

Vínculos possíveis ou impossíveis?

Gente é uma coisa esquisita mesmo, cada um tem um jeito, um gosto, e com atitudes completamente inusitadas.

Agora quando se pensa em como cada um se vincula aí que realmente é de pirar, porque o assunto é complexo,

Com algumas pessoas o vínculo se constrói de maneira natural, com pais e avós por exemplo, na maioria das vezes nascemos amando essas pessoas, claro que em algumas situações extremas isso muda depois, ou pelo menos se modifica, aquele amor já não é tão grande assim, ou aumenta com o passar dos tempos, e o mesmo se dá em relação aos filhos, quando os pais são minimamente saudáveis mentalmente. Esse tipo vínculo natural é mais simples de ser compreendido,

O que me intriga são outros tipos de vínculos, aqueles de enamorados, alguém aparece na sua vida, você percebe que quanto mais fica ao lado dessa pessoa mais quer ficar, saber tudo da vida dela se torna uma verdadeira obsessão. É tão gostoso estar junto, mesmo que assistindo um filme e comendo pipocas. Ah! Parece que este é o melhor programa do mundo!

E o tempo vai passando e o vínculo aumentando, cresce os planos para um futuro juntos, porque neste momento já não ter mais a pessoa na sua vida está fora de cogitação.

Até que um dia este romance se desfaz, a pessoa ou você simplesmente decide que continuar juntos não está mais nos planos, e ai o que fazer com esse vínculo? Uma vida está entrelaçada, vínculos possíveis tornam-se impossíveis.

Não há mais o que fazer, vínculos enamorados são artificiais, apesar de possíveis não são definitivos e portanto impossíveis de eternizar-se.

O encanto do destempero


Tem coisa mais sem graça do que canja de galinha? Aquele sabor nem lá nem cá, com pouco sal...

Incrível como nesse mundo tem tanta gente “canja de galinha”, esse jeito de que não falo o que penso e não me indisponho nunca, o mundo caindo na cabeça da pessoa e ela aguardando cenas dos próximos capítulos, tentando dar uma de “educada”,

Prefiro ser chamada de maluca, mas adoro criar uma polêmica, falando sempre o que sinto, mesmo que seja classificada como barraqueira, mas a vida é isso, é pura emoção, cheia de destempero! Talvez seja por isso que eu simplesmente amo comer virado à paulista ou uma boa feijoada com direito a muito torresmo.

Acho mais fácil viver entre cores, odeio essa onda de tons pastel e nude! Coisa mais chata mulher vestida com cor de nada, ou casa com moveis brancos, gostoso mesmo é entrar onde tem vida, sentir a personalidade, a singularidade...

A emoção compõe o ser humano, nada de equilíbrio! Vamos viver os excessos e ser muito mais feliz. Tem coisa pior que sexo morno? Feito por convenção? Então... podemos ser mais quentes em tudo!

E se você me perguntar se eu já não exagerei num acesso de raiva, ou numa discussão porque me senti injustiçada, te respondo que inúmeras vezes, mas prefiro ser assim...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nostalgia...

Apesar de me sentir um ser em constante mutação, alguns sentimentos me acompanham diariamente e de maneira fixa, a saudade é o maior deles.

Tenho saudades de tantas pessoas e tantas épocas da minha vida,

Saudades da minha melhor amiga da infância, todos os dias estávamos juntas e éramos as maiores confidentes, foi ótimo dividir as dúvidas da adolescência com ela, e chorar no ombro quando meu primeiro namorado me deixou,

Saudades da minha amiga de faculdade, nós dividíamos todos os trabalhos de grupo, a angústia de achar de não seria possível dar conta de aprender tudo, as tristezas das notas baixas, o cotidiano e a felicidade na noite de formatura,

Saudades do meu primeiro amor, aquele que dava o melhor abraço do mundo, que me fazia sentir a pessoa mais protegida e amada,

Saudades da amiga e colega de trabalho, como era bom num ambiente tão competitivo ter com quem dividir todas as fofocas do escritório, almoçar juntas todos os dias e sentir cumplicidade mesmo quanto as duas estão apenas enrolando,

Saudades dos almoços de sábado à tarde, ao lado de uma das melhores companhias que já tive, daquelas que a gente sabe que não vai enjoar nunca, e que o assunto não esgota,

Mas fazer o que? Os tempos mudam e as pessoas se perdem de nós, nestes caminhos tão tortuosos, ainda bem que para o coração não existe tempo!

Velhice

Chegar na velhice e pensar sobre isto tem sido algo do meu cotidiano ultimamente, e não vou dizer aquela hipocrisia de que sou jovem, porque isso já não sou mais, apesar de ter consciência de que ainda não cheguei nos 60 anos e por isso não posso usar as vantagens dos idosos.

Ficar velha assusta e muito, começamos a olhar para o espelho, os primeiros sinais aparecem, o corpo se modifica, alguns amigos e familiares morrem, e em cada enterro nos damos conta de que o tempo está passando e todos são finitos.

Sempre imagino como minha vida estará quando eu chegar aos 80 anos, e brinco que aceitarei tudo que a idade me der com certa naturalidade, mas fico apavorada diante da cegueira e da ausência dos dentes. Por isso cuido muito dessas duas coisas, porque de nada adianta querer chegar na velhice com saúde razoável e comer toda semana em fast food, pois a vida é uma sucessão de dias, então hábitos de hoje impactarão na vida de amanhã. Brincadeiras a parte, mas é que falar da velhice é tão dolorido que às vezes é necessário dispersar.

Hoje tudo é feito para jovens, o mercado de trabalho, a moda e principalmente a mídia, então quem quer ser velho? Claro que ninguém!

Mas a velhice faz parte da evolução humana, e a maneira como vamos vive-la diz respeito a como construímos toda a nossa vida, portanto zelar por vínculos afetivos, procurar trabalhar no que apaixona e poupar dinheiro podem não ser as coisas mais importantes de hoje, mas farão grande diferença quando a velhice chegar.

E digo mais, num livro que estou lendo sobre psicanálise e velhice, a autora afirma que aos 40 anos já começa a velhice, então queridos vou tratar de procurar um geriatra! Risos...

terça-feira, 24 de maio de 2011

O que fazer antes de morrer?

Que a morte é certa disso ninguém dúvida, mas quando ela virá isso não dá para saber.

São inúmeras as especulações de como é a vida após a morte, cada um acredita numa coisa, influenciado por sua cultura, crença ou religião.

Sem dizer que o tema a morte é evitado de ser discutido ou pensado, particularmente acho um absurdo à maneira que se fala de morte com as crianças, na maioria das vezes não se fala, é dito que alguém partiu e foi para o céu... E a criança fica pensando em como se dá essa passagem, mas o adulto muda de assunto e distrai...

Nestes dias tenho pensando muito, não em como é a etapa da morte, porque sinceramente não conheço ninguém que voltou para explicar e penso que quando em chegar lá provavelmente não terei autonomia para mudar nada. Minhas reflexões tem sido em como vivemos antes de morrer? O que fazemos? Ou o que queremos?

Questões difíceis de serem respondidas eu sei, mas que tem muito efeito para que nossos sonhos não se percam.

Sinceramente antes de morrer eu gostaria de voltar a acreditar nas pessoas, saber que a pratica da bondade se sobressai no meu povo, e que amar é possível.

Cheguei à conclusão de que sem pensar na morte não há como pensar na vida...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Criatividade

Algumas coisas neste mundo são de valor imensurável, e nascer criativo é uma dessas coisas.

Nasceu da idéia de alguém muito especial coisas fundamentais para a vida humana, como o alfabeto e a televisão, além de coisas não tão importantes assim mas de muito peso, como os sabonetes íntimos e os esmaltes.

Independente do valor de cada coisa criativa colocada no mundo, as pessoas que a geraram fizeram diferença na humanidade.

Não se aprende a ser criativo, se nasce criativo. Em algumas pessoas isso brota e floresce, e em outras morre. Os criativos parecem envolvidos numa película mágica

Percebo que o par da criatividade é a coragem, para se expor. Não há idéia criativa que apareça quando se tem medo de ser criticado. Então antes de mais nada criativos são corajosos também.

O sofrido hoje em dia é que somos tão massificados, com ensino tradicional por exemplo onde ainda é necessário decorar a tabuada, ambiente de trabalho que não tem espaço para pensar em absolutamente nada que fuja a regra; que ser criativo tornou-se uma verdadeira aventura...

Realmente é lamentável que hoje as coisas boas do ser humano sejam tão esmagadas, temo que a criatividade morra um dia, e que possamos nos tornar apenas máquinas a serviço de um sistema, sem identidade, alegria ou inovação. Vivendo empobrecidamente na mesmice!

Onda de bem estar

Uma das coisas que mais me encantam nesta vida é acordar cada dia de um jeito... Não que eu ache bacana ser bipolar (até porque não me considero uma), mas aí também já é patologia...Estou me referindo às pequenas oscilações.

Estou naqueles dias que tudo me faz feliz e me deixa satisfeita, um passeio na perfumaria Sumirê do bairro, um cachorro quente no Black Dog e finalizar aquele livro que estou lendo a um tempão, tudo é prazeroso. Além de sentir orgulho de mim mesma, vendo resultados nos meus esforços com dieta, trabalho, namoro, maternidade e me sentindo absolutamente maravilhosa.

Para aqueles que já estão enjoadas da minha pretensão, mais um pouquinho de paciência neste post...

Não pretendo aqui concorrer com autores de auto-ajuda, que afinal detesto. Mas esta onda de bem estar que me domina, você pode sentir também, basta começar a olhar as coisas boas, acordar apaixonada por si mesmo e com esperança de que sempre o melhor está por vir, a questão é começar uma campanha de valorização e enriquecimento pessoal já.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Percalços da convivência

Parto do principio de que todas as pessoas são bacanas e apaixonantes, até que necessite conviver com elas.

Não existe coisa no mundo pior que a convivência diária, seja com família, amigo, colega, namorado ou até mesmo filho.

A proximidade acaba com as relações, acordar todos os dias e ver a mesma pessoa é cruel, estar presente em cada respiro, em cada crise de mau humor e ver todas as caretas azeda qualquer sentimento de amor e admiração.

Talvez seja por isso que sou tão avessa a convivência, porque se as pessoas se tornam insuportáveis para mim, e com certeza o inverso também é verdadeiro.

Neste ponto defendo com unhas e dentes o fato de que cada um viva na sua própria ilha, a solidão e independência são fundamentais para a felicidade e bem estar da nação.

Tem coisa melhor do que encontrar alguém? Matar a saudade e colocar o papo em dia? Saber de novidades? Saborear a proximidade temporária?

Não sei se o avanço da idade é o culpado por tamanho pessimismo ou falta de romantismo, mas uma coisa é certa, me sinto tão mais feliz com relacionamentos que não são diários...Amo demais as pessoas que vejo de vez em quando!

Sinto que odeio encontrar a mesma pessoa diariamente... A não ser eu mesma, porque disso não dá para fugir...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Passado, presente e futuro...

Bom seria se cada tempo ficasse no seu devido lugar,

O passado esquecido, o presente vivido e o futuro adiado,

Ambiciono conhecer alguém que lide bem com os 3 tempos, que viva tranquilamente em cada um deles e com cada um deles, porque eu definitivamente não sou essa pessoa...

Dentro de mim coisas do passado parecem atuais, como a saudade de um amor que se foi há muito tempo, as conversas com aquele amigo que adoro já não tenho mais tão perto e me fazem tanta falta, e até os doces de boteco que comia sem o menor preconceito ou preocupação com a vigilância sanitária,

O hoje o que é? Não sei, apenas tento viver, eita tempo complicado...Sempre me lembro do ontem e me preocupo com o amanhã quando eu vejo o presente já não é mais presente,

Ah! Este amanhã! Faço tantos planos, desejo tantas coisas e este tempo parece demorar tanto a chegar, tem dias que não vejo a hora de ter um filho adulto e me aposentar, mas essas coisas parecem tão longínquas, e ocupam tanto o meu tempo presente,

Contudo o passado e o futuro são fantasias, só o presente é real e momentaneamente, talvez por isso eu sinta tão confusa essa matemática do tempo...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vazio

Às vezes a gente sente um enorme vazio por dentro, como se faltasse algo,

Falta de alguém?

Falta de mim?

Falta de algo?

Falta de tudo?

Não sei dizer, embora racionalmente não tenha perdido nada,

Tem dias que a vida parece um liquido, que se vai ralo abaixo e fico esvaziada

E nestes momentos, não adianta fazer lista daquilo que se têm, porque este vazio é inexplicável além de bem doloroso,

Alguns aspectos da infelicidade são inerentes a condição humana, ninguém vive a completude, pelo menos em sã consciência não, então me deixa sentir a falta e o vazio...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Prisioneira infinita da vaidade

Os homens podem achar este post inútil, mas nós mulheres sabemos que fala a mais pura verdade...

Admiro as pessoas que vivem bem consigo mesmas, sem se preocupar se o cabelo está impecável, se a unha está feita ou se as sobrancelhas estão com o designer correto,

Vanglorio as pessoas que tem um guarda-roupa enxuto, que não se importam de repetir a roupa na semana e nem se incomodam em vestir-se usando mais de 3 cores,

Porque descobri que a vaidade aprisiona e é infinita,

Na adolescência usei cosméticos para espinhas, depois usei ácido para amenizar as manchas causadas pelo sol, e hoje uso anti-rugas,

Todas as noites antes de dormir penso na roupa do outro dia, sendo duas opções uma para o frio e outra para o calor,

Abro as revistas de moda e vejo as tendências, quanto mais conhecimento pior, porque estou sempre querendo comprar algo,

Quando adquiro uma peça de roupa, instintivamente já penso na composição do todo, desde acessórios até o sapato, e sempre falta algo,

Gente é um sofrimento sem fim, a vaidade precisa do consumismo até ai tudo bem, o problema é que o consumismo precisa do dinheiro e nisto as coisas se embolam.

Juro que medito para ser uma pessoa mais evoluída, mas ainda não cheguei lá, confesso!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amor aos filhos

Ter filho foi à única coisa na vida que eu posso dizer que desejei com todas as minhas forças,

Nunca quis passar por essa existência sem sentir este amor, sem provar o gosto de ensinar meus valores e acompanhar um desabrochar humano,

Hoje me assusto com a grandeza desse amor ao filho, ao mesmo tempo cheio de prazer e dor,

Ter filho dá uma sensação de poder, no sentido de sentir-se dono deste outro, de achar que é possível impor a ele tudo que se gosta e se pensa, traçar planos e construir futuro,

E tem também o outro lado, deixar solto, respeitar o que ele quer, e assim negligenciar o que se chama de construção de identidade ou educação,

Conheço muitos pais e me incluo neste grupo que teme pela maxi proteção e também pelo que pode ser um abandono,

Como é difícil ter filhos, controlar a ansiedade de sonhar por eles, e o medo de não ter expectativas para eles e condená-los a problemas com auto-estima.

Conversei com um pai, que diz ter certeza de que o filho quer ser engenheiro, só não sabe como fará com as dificuldades que este menino sempre apresentou com as ciências exatas,

Estive com uma mãe, em sofrimento com a escolha de esposa do filho, situação que ela não pode mudar,

Conheci uma mulher que diz ser muito difícil aceitar a entrada de seu filho na adolescência, e as questões de sexualidade que envolve tudo isto, e o retira definitivamente da infância,

E estou todos os dias pensando no meu próprio exercício da maternidade, se estou acertando mais do que errando,

O amor aos filhos é tudo, e ao mesmo tempo nada, porque tenho certeza de apenas duas coisas, eles não são nossos e o futuro é imprevisível.

Triste egoísmo

Ontem estava reclamando o fato de ser dia do rodízio do carro, e ter que enfrentar um transporte público, e no ônibus eu mal dizia o fato de ter que ficar em pé, quando olhei para o lado e vi uma menina deficiente numa cadeira de rodas.

Naquele momento me senti uma pessoa tão pequena, tão egoísta! Eu aborrecida por estar ali, e sequer havia pensando nas pessoas que não tem nem a possibilidade de andar.

Fiquei lembrando de minhas atitudes mesquinhas, reclamo não ter uma bota marrom, quando uma grande parcela das pessoas nem tem pé, e uma maioria nem tem o que comer ou vestir.

Sei que parece piegas, mas paro tão pouco para pensar em como é estar do outro lado.

Fico confortavelmente na frente do computador ou da televisão olhando as catástrofes e a miséria do mundo, em alguns momentos faço doações de agasalhos, em alguma campanha da moda, mas realmente parar e pensar nas próprias atitudes burguesas quase nunca faço.

Tenho completa clareza de que as diferenças sociais existem e não acho que posso resolvê-las, mas vou  tentar ser menos egoísta!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Posso escolher?

Hoje parece que solidão é um estado de doença,

Ficar só parece errado, e chegamos ao cumulo de sentir certo desconforto em dizer que prefiro estar comigo mesmo,

Na sociedade das baladas, existe intrinsecamente uma obrigação de estar em lugares de diversão o tempo todo, ficar em casa de sábado a noite soa como patológico,

Desta forma posso ser enquadrada no CID da solidão, pois a cada ano percebo que gosto mais de ficar em casa, um bom livro ou filme, brigadeiro de panela e meu sofá, me deixam infinitamente mais feliz que lugares cheios e pessoas vazias,

Estar só nunca foi um problema no meu ponto de vista, desde que esteja a favor de seu desejo, pois necessitar o tempo todo estar acompanhado também pode ser doentio,

Enxergo exemplos a todo instante, da obrigação de estar com alguém, muitas vezes até por osmose, não por opção ou gosto. E isto sim acho muito triste,

É preciso que cada um descubra todos os dias o que quer fazer e pratique isso, só assim existe uma chance pequenininha de sermos mais felizes! Abuse da sua possibilidade de escolher...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Quem as mulheres querem?

Ser meigo não afeta virilidade...Que me desculpem os machões, mas homens sensíveis estão em alta.

E os tímidos também, eles falam pouco e por isso parecem verdadeiros, não usam chavões para se referir a você, por isso não têm tantos vícios de linguagem, nada pior do que ser chamada de linda junto com a torcida do Corinthians, mulher detesta generalizações.

Está com tudo homem educado, nada pior do que aquele cara que te faz passar vergonha num restaurante, falando alto no celular ou usando palavrões para contar suas histórias, vocês estão sentados um em frente ao outro, não precisa todo mundo saber o conteúdo do assunto.

Homens vaidosos também são o máximo, não precisa competir com você, mas cabelo cortado, roupa passada e corpo perfumado nem sempre fazem parte do cotidiano para alguns.

Outra coisa péssima que alguns homens fazem, achar que você o ama loucamente, quando no fundo a relação é só uma saidinha eventual, e não me venha com aquele papo de futuro, as mulheres não amam homens com essa facilidade, e para dividir uma vida a dois precisa de muito, mais muito mais tempo de convivência.

Vocês homens que estão lendo isto podem me odiar, mas estou sendo imensamente verdadeira, e se você conseguir escutar pode ser mais feliz, só pagar a conta hoje em dia não é mais o máximo dos máximos! Mulheres não procuram patrocinadores para se relacionar.

Não pensem que estou sendo exigente, porque me sinto completamente confortável dizendo essas coisas, uma vez que os homens também nos pressionam, dentre a lista de um milhão de qualidades, você tem que ser bonita, charmosa, bem sucedida e amorosa com ele.

No fundo nós mulheres procuramos homens calmos e dóceis, nada de Tarzan ou Brutus. O mundo mudou, homens vamos acordar!

Ódio

Eu hoje, com mais de 30 anos me permito odiar,

Já não penso mais que vou arder no inferno, nem tenho a voz da minha mãe na cabeça dizendo que Deus vai me castigar, afinal são quase 15 anos de terapia e todo dinheiro que investi tinha que me libertar de algumas coisas, não tenho mais medo de pecar,

Odeio muitas coisas,

Algumas situações que sou obrigada a assistir no mundo do trabalho, como pessoas sendo demitidas, porque alguém que tem poder não gostou do jeito delas, isto se chama discriminação,

O governo que diz estar com a inflação controlada, mas fui ao supermercado comprei alguns itens e gastei meio salário mínimo, tudo aumenta menos meu salário,

A popularização do carro, hoje a maioria das pessoas tem transporte próprio, só que ninguém se preocupou em adequar as ruas para isso, conclusão para andar 10 quilômetros de manhã demoro 1 hora,

As contas feitas pelo leão do imposto de renda, que me rouba todo mês uma quantia significante e não vejo revertida em nenhum serviço de saúde ou educação decente,

E odeio pessoas também,

O namorado que mentiu e enganou, fazendo declarações de amor na quarta-feira e me abandonando na sexta-feira, da mesma semana é claro,

Amiga que sempre pareceu tão meiga, e que na primeira oportunidade se mostra a pessoa mais mesquinha e materialista do mundo,

Colega que vi dormir com o namorado daquela que parecia ser sua melhor amiga,

E odeio mais ainda um monte de gente, especialmente aquelas que têm certeza de que o mundo gira em torno de seu próprio umbigo,

Não se preocupem, para quem diz que o ódio dá rugas, uso vários cremes potentes desde os 20 anos, então estou tranqüila.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Intimidade

Esse sentimento de intimidade é uma coisa mágica.

Muitas vezes fico pensando, como é possível sentir-se tão intimo de alguém que acabamos de conhecer? Ou não ser intimo de alguém que convivemos diariamente, ou ainda ter intimidade durante anos e depois experimentar certo estranhamento?

Intimidade é sentida como aquela vontade de partilhar segredos, e contar absolutamente tudo da sua vida muitas vezes num primeiro encontro, num bar com alguns chopps, parece magnetismo como a coisa se dá, você fica nua diante da pessoa com a maior naturalidade.

E no outro dia você quer de novo falar com aquela pessoa, quer saber mais da vida dela, e tantas coisas em comum começam a ser descobertas, ah! Isso é uma delicia!

Porém, como tudo na vida sempre tem vários lados, com a intimidade não podia ser diferente. Convivemos também com pessoas que não despertam o mínimo desejo de intimidade, às vezes pais, irmãos, primos, colegas a intimidade simplesmente não existe.

Tem também aquelas pessoas que nos sentimos íntimos no começo e depois a isto desaparece, você deixa de sentir vontade de conversar, já não quer mais partilhar seus sentimentos e começam aquelas relações de pura convenção.

Adoro estar com pessoas e sentir intimidade, é uma das coisas raras e boas hoje em dia!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Finais

Por que as relações acabam?

Existem de maneira bem resumida 3 formas das pessoas deixarem de fazer parte da nossa vida, a morte, a separação ou a mudança.

Com a morte nada é possível fazer, por mais arrogante que o ser humano seja, a morte é inerente a existência e imutável, mas acho que por isso a maneira mais simples de aceitar ninguém pretende morrer, parênteses para as estruturas suicidas é claro. A morte acontece.

A separação é o termino de relação mais sofrida, porque sempre tem um alguém que deseja separar-se, e o outro é surpreendido, desta forma o desafeto sempre é grande. A separação gera muita revolta, porque ao contrário da morte sempre é premeditada, por isso sentida com grande violência por quem é deixado, e gera um sentimento forte de abandono.

A mudança por outro lado é algo que acontece de maneira gradativa, a vida vai tomando rumo e as pessoas vão se distanciando, não existe um culpado, em algumas vezes pode ser revertida e em outras não, é um sofrimento ameno, sentido com certa naturalidade até.

Todos os dias eu questiono a complexidade das relações, porque estar com alguém inevitavelmente é sofrer em algum momento, e não precisa nem ser com o grande amor da sua vida, sempre vai existir um final.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um dia triste

Difícil o dia que a gente acorda triste,

O corpo parece pesar 10 quilos a mais,

Mesmo com uma roupa nova parece haver uma membrana de feiúra,

Até aquele pãozinho com margarina de todos os dias parece sem sabor,

A melhor amiga liga, mas pensamos imediatamente em uma desculpa para desligar, afinal a tristeza não deixa o bate papo embalar,

E não existe motivo para dizer que está triste, porque mesmo diante da atenção do outro, quando vem a questão do que te deixou assim, a resposta não brota espontaneamente,

São tantas as coisas que fazem o dia de hoje triste,

O frio na hora de levantar da cama,

A constatação quando chega no trabalho e se depara com os problemas de todos os dias,

As pessoas ao redor também são as mesmas, e com os aqueles assuntinhos que não dá para escutar hoje,

O sentimento é de uma decepção generalizada,

E a paciência? Ah! Esta está reduzida! Então melhor falar pouco,

Assim passa o dia, com um fio de esperança de acordar melhor amanhã, ou não!

Noivas e mães.

Maio é considerado em nossa cultura o mês das noivas e das mães. Estranhamente fiquei pensando sobre a relação entre estes dois papeis da mulher. Antigamente acho que a mulher era noiva, esposa e posteriormente mãe, apesar de ninguém ter criado o mês das esposas.

Hoje está tudo tão dinâmico, as mulheres que conheço dificilmente ficam noivas de aliança no dedo, algumas nem querem ser mães e outras tantas nem sabem qual estado civil pertencem mais.

Está animado viver nesta sociedade, sou do tempo em que “ficar” era moderno, mas o termo está ultrapassado, hoje as pessoas são “peguetes”, com isso achar uma noiva literalmente está uma raridade...

Os títulos podem ter mudado, mas a essência dos papeis sobrevivem, a mulher quando está apaixonada compromete-se com esse amor, é fiel e pensa em dividir sua vida, então as “noivas” ainda existem, mas sem aliança no dedo.O mesmo se dá com as mães.

Minha avó foi uma mãe que criou as filhas em casa, minha mãe foi uma mãe que nunca trabalhou e eu e minhas amigas somos mães completamente diferentes delas, com agenda cheia e tentando equilibrar as 2000 coisas que fazemos diariamente! Mas continuamos sendo mães.

Desde que o mundo é mundo a mulher gera filhos. Não gosto muito do termo maternidade, porque me dá impressão de útero que abriga alguém, enquanto maternagem remete a gerar, criar e educar filhos. Muitas mulheres não entendem o que significa maternagem, que significa amar e constituir um ser humano, chamando-o de filho.

No meio de tanta mudança, a emoção de ter um filho dentro da gente, amamentá-lo, acalentá-lo em nosso colo deve ser a mesma nas mulheres maternas, independente da mudança nos padrões culturais, enquanto apenas parir um filho para algumas mulheres também deve ser insignificantemente igual desde os primórdios.

Mudam alguns termos, o modelo de família e algumas outras coisas, mas na relação mãe e filho o amor transcende questões geracionais, assim como infelizmente o abandono em muitos casos.

Por isso não precisa de mês das noivas e nem mês das mães, e sim continuar existindo mulheres apaixonadas e capazes de exercer a maternagem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Diferenças no amor

Há muito tempo eu queria escrever sobre o amor, mas estava tomando coragem, porque realmente não é fácil percorrer um tema com tamanha complexidade.

Não pretendo historiar nem filosofar o amor, apenas escrever humildemente algumas linhas de como sinto.

Para falar de amor, é necessário pensar: que amor? Ou melhor que jeito de amar?

Vou me ater ao amor entre homem e mulher...

Não entendi até agora o jeito que a maioria dos homens ama, eles querem ser exclusivo, mas não se submetem a dar exclusividade. Eles querem atenção, mas não se aprofundam no sofrimento feminino, eles odeiam sogro e sogra, mas a mulher precisa ir na casa da mãe dele toda semana. Odeiam mulher que gasta muito dinheiro, mas cobiçam colegas de trabalho sempre bem arrumadas. Sentem tesão pela mulher, mas isto passa diante daquele jogo do seu time de futebol. Sem dizer que eles querem demais ser pai, mas reclamam das responsabilidades que precisam compartilhar.

E a mulher vive o amor de maneira tão diferente...A maioria ama o homem sem pensar se ele ganha o suficiente para sustentá-la, percebe que ele está fora de forma mas isto não se torna um motivo de vergonha, procura incentivá-lo nos seus sonhos, faz um trabalho investigativo, todas as vezes que ele parece distante e quieto. Sim porque mulheres são antes de tudo arqueólogas.

Estas diferenças no jeito de amar complicam tanto o meio de campo dos relacionamentos, mas ao mesmo tempo excitam ambos os lados.

Nesta vida tenho certeza de pouquíssimas coisas, mas uma delas é de que O AMOR SERÁ SEMPRE UM ENIGMA.