Chegar na velhice e pensar sobre isto tem sido algo do meu cotidiano ultimamente, e não vou dizer aquela hipocrisia de que sou jovem, porque isso já não sou mais, apesar de ter consciência de que ainda não cheguei nos 60 anos e por isso não posso usar as vantagens dos idosos.
Ficar velha assusta e muito, começamos a olhar para o espelho, os primeiros sinais aparecem, o corpo se modifica, alguns amigos e familiares morrem, e em cada enterro nos damos conta de que o tempo está passando e todos são finitos.
Sempre imagino como minha vida estará quando eu chegar aos 80 anos, e brinco que aceitarei tudo que a idade me der com certa naturalidade, mas fico apavorada diante da cegueira e da ausência dos dentes. Por isso cuido muito dessas duas coisas, porque de nada adianta querer chegar na velhice com saúde razoável e comer toda semana em fast food, pois a vida é uma sucessão de dias, então hábitos de hoje impactarão na vida de amanhã. Brincadeiras a parte, mas é que falar da velhice é tão dolorido que às vezes é necessário dispersar.
Hoje tudo é feito para jovens, o mercado de trabalho, a moda e principalmente a mídia, então quem quer ser velho? Claro que ninguém!
Mas a velhice faz parte da evolução humana, e a maneira como vamos vive-la diz respeito a como construímos toda a nossa vida, portanto zelar por vínculos afetivos, procurar trabalhar no que apaixona e poupar dinheiro podem não ser as coisas mais importantes de hoje, mas farão grande diferença quando a velhice chegar.
E digo mais, num livro que estou lendo sobre psicanálise e velhice, a autora afirma que aos 40 anos já começa a velhice, então queridos vou tratar de procurar um geriatra! Risos...
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