terça-feira, 10 de maio de 2011

Triste egoísmo

Ontem estava reclamando o fato de ser dia do rodízio do carro, e ter que enfrentar um transporte público, e no ônibus eu mal dizia o fato de ter que ficar em pé, quando olhei para o lado e vi uma menina deficiente numa cadeira de rodas.

Naquele momento me senti uma pessoa tão pequena, tão egoísta! Eu aborrecida por estar ali, e sequer havia pensando nas pessoas que não tem nem a possibilidade de andar.

Fiquei lembrando de minhas atitudes mesquinhas, reclamo não ter uma bota marrom, quando uma grande parcela das pessoas nem tem pé, e uma maioria nem tem o que comer ou vestir.

Sei que parece piegas, mas paro tão pouco para pensar em como é estar do outro lado.

Fico confortavelmente na frente do computador ou da televisão olhando as catástrofes e a miséria do mundo, em alguns momentos faço doações de agasalhos, em alguma campanha da moda, mas realmente parar e pensar nas próprias atitudes burguesas quase nunca faço.

Tenho completa clareza de que as diferenças sociais existem e não acho que posso resolvê-las, mas vou  tentar ser menos egoísta!

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